30 Setembro 2008
Recado do Ministério da Saúde Mental

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Contra a loucura do mundo-cão, o melhor remédio é:


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posted by Thais Coimbra @ 12:41 PM   1 comments
12 Setembro 2008
O pior de uma metrópole
Viver em uma metrópole está me fazendo mal. Está despertando o que há de pior em mim. Percebi isso enquanto esperava o ônibus para o trabalho, numa manhã chuvosa e, obviamente, gélida.

Meu ônibus chegou lotado, o que já me faz desistir de pegá-lo. Acho que eu desisto muito fácil das coisas, pois essa situação não faz com que os trabalhadores que me fazem companhia no local pensem da mesma forma. É o povo brasileiro, que não desiste nunca e não se importa em ficar socado dentro de um coletivo. Esse pessoal não se importa, inclusive, de ficar mantendo a porta do ônibus aberta, esperando que algum milagre aconteça, fazendo brotar mais chão dentro do veículo. Enquanto eles esperam, a droga do ônibus não sai do lugar e o caos do trânsito se instala. “Se a porta não fecha, o ônibus não sai”, informa o super prestativo motorista.

Vendo esta cena, com frio e um guarda-chuva meio quebrado, eu olho para o coletivo e vejo as pessoas acomodadas do jeito que dá e, lógico, com as caras emburradas. Imagino até o que pensam: “esses desgraçados querendo entrar aqui e eu super atrasado”... Eu também pensaria a mesma coisa. Uma prova da falta de generosidade que está tomando conta do meu ser.

De repente, vejo uma pessoa dormindo. Cabeça encostada no vidro do ônibus, provavelmente sonhando que ainda está em sua cama quentinha... Seu semblante transmitia uma paz tão grande... Era uma serenidade tão contrastante com a agonia do lado de fora...







... Que me deu vontade louca de dar um soco na janela onde esse maldito estava encostado.





Esta cidade deixa as pessoas meio insanas.

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posted by Thais Coimbra @ 1:07 PM   4 comments
04 Setembro 2008
O Efeito Madonna e a Teoria do Caos
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O termo Efeito Borboleta se refere às condições iniciais dentro da Teoria do Caos na qual, segundo a cultura popular, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo.
O que podemos dizer do Efeito Madonna, que já está trazendo o caos três meses antes da rainha do pop encostar os pés em terras brasileiras?
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Queria poder atualizar este blog de uma forma decente, mas está cada dia mais difícil... Temas não faltam, o que falta é postar no momento propício e não quando já passou toda a "vibe"...
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Sendo assim, aproveitando esse negócio de "vibe", decidi falar sobre a rainha do pop: Madonna.



/Biba mode on: Madonnaaa poderoooooosaaa, noffa!


Nunca fui fã incondicional dela, mas lembro da primeira vez que vi o clipe Like a Prayer, no programa da Mara Maravilha, em mil novecentos e bolinha. E achei o máximo.
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Em 1993, lembro que a Bandeirantes (ou teria sido a finada Manchete?) transmitiu o primeiro show dela no Brasil, o The Girlie Show. Recordo com um certo espanto que assisti do início ao fim, pois é preciso levar em consideração que o meu (péssimo) gosto musical daquela época era completamente indefinido e se resumia a New Kids On The Block e a qualquer CD de novela com músicas internacionais.
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Anos depois, com a minha fracassada incursão ao mundo do axé e pagode (graças ao meu bom Deus e a minha total falta de molejo), meu gosto musical, enfim, ganhou uma definição, que foi o rock. Tá certo que há algumas exceções, que não vale a pena serem citadas aqui.

Voltando ao show da Maddy (olha a intimidade) de 1993, a moda era o cabelão e "loiréééérrimo" preso num rabo de cavalo bem alto, sombrancelhão preto e aquele corpete com os cones nos seios. Uma imagem chocante, sem dúvida. Mas Maddy pode.



Look que lançou tendências...

Depois, lembro dos clipes sombrios, como Frozen. Nesta época, até os clipes com as baladas românticas seguiam essa linha, tipo uma "iluminação escura" - se é que pode existir algo assim -, como foi o caso de The Power of Goodbye. Diga-se de passagem, esse clipe - que teve a participação do Dr. Luka Kovac, de ER - é um dos meus favoritos.











The Power of Goodbye

Aí veio Don't Tell Me, que me faz lembrar do fim do meu primeiro namoro. Mas não no sentido ruim. Passado o drama inerente, curti muito minha solteirice e, em uma festa de carnaval, fui de Madonna. Todavia, não fiz muito sucesso, uma vez que, para os reles e ébrios mortais, eu era mais uma fantasiada de cowgirl ou de integrante de quadrilha de festa junina.


Enfim, o que eu, que estou longe de fazer parte dos zilhões de fãs enlouquecidos, tenho a dizer sobre essa mulher? Que o sucesso dela é merecido, pois se deve a muito trabalho, conhecer as pessoas certas, competência, marketing pessoal, reinvenções etc, isso todo mundo sabe. Se pudermos excluir as histórias sobre "testes do sofá" que dizem que ela deve ter feito, poderíamos muito bem seguir este caminho para termos sucesso em tudo na vida.

O mais impressionante é que ontem, dia que começou a vender ingressos pro show em São Paulo, eu percebi no que culminou esse sucesso enorme da Madonna: numa histeria coletiva. Indivíduos esperando a 48 horas nas filas das bilheterias, gente socando o computador, pessoas surtando e largando seus serviços para garantir o tão esperado ingresso, fanáticos mandando seus pobres avós e tias gestantes – que têm preferência nas filas - enfrentarem a fúria de uma multidão acampada e estressada com a falta de organização do evento, cambistas tocando o terror e ameaçando fazer um arrastão... Será que para ver a rainha do pop – provavelmente pela última vez na vida – vale a pena passar por tudo isso? Já estou prevendo que o número de demissões, conflitos entre amigos/familiares, fim de namoros/casamentos, velhinhos e gestantes internados(as) etc., deve aumentar consideravelmente nesta semana.

Maddy desaprovaria essas atitudes, hein?

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posted by Thais Coimbra @ 3:28 PM   4 comments
A Filombeta

Thais Coimbra
Belém (PA) + São Paulo (SP), Brasil

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*Audácia da Filombeta ®: Expressão criada por Maurício de Sousa que, na verdade, tem origem na famosa frase de Didi Mocó (personagem de Renato Aragão), quando queria tirar onda com alguém, no programa humorístico "Os Trapalhões" (1966).

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